DESTAQUE DO DIA Caso de polícia

Violência contra mulheres e arma adulterada aparecem em acusações contra dono do Bifão da Coophasul e Bar do Ryco

Por trás dos negócios na capital, Felipe Padilha Teixeira soma prisão, tornozeleira e uma perigosa escalada de agressões no âmbito familiar

06/10/2026 20h11 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Politica Voz
Violência contra mulheres e arma adulterada aparecem em acusações contra dono do Bifão da Coophasul e Bar do Ryco

A imagem de comerciante bem-sucedido que o empresário Felipe Padilha Teixeira ostenta nas redes sociais esconde uma realidade bem diferente dos bastidores judiciais de Campo Grande. Conhecido na região por comandar estabelecimentos como o CervSul Express, Bar do Ryco e o Bifão da Coophasul, o empresário acumula uma extensa ficha de registros policiais e processos que revelam um histórico contínuo de violência doméstica e envolvimento com armamento ilegal.

As fichas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a 1ª DEAM, mostram que a conduta violenta do empresário não é um fato isolado. 

Felipe Padilha Teixeira soma registros por crimes como injúria e vias de fato em 2021, ameaça em 2022 e uma ocorrência ainda mais grave em 2024, que reuniu no mesmo episódio ameaça, injúria, agressão e destruição de patrimônio no ambiente doméstico. 

Diante do risco concreto e da reincidência das agressões, a Justiça mantém em pleno vigor uma medida protetiva de urgência que impõe restrições severas aos seus atos.

O episódio de maior gravidade no histórico do empresário ocorreu em maio de 2023, quando ele foi preso em flagrante portando uma arma de fogo com numeração raspada e fazendo ameaças. Na audiência de custódia do Plantão Judiciário, a prisão foi convertida em preventiva devido à gravidade do caso. Três dias depois, a 4ª Vara Criminal de Campo Grande concedeu o alvará de soltura, mas impôs o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar, monitoramento que permaneceu ativo durante meses.

A situação do empresário perante a Justiça se complicou ainda mais porque o Ministério Público de Mato Grosso do Sul recusou qualquer possibilidade de acordo de persecução penal, justamente pelo histórico de violência e uso de ameaça. O procedimento virou uma ação penal por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito que segue em andamento no Tribunal de Justiça, com intimações da defesa registradas recente e continuamente. A distância entre o perfil de homem de negócios vendido na internet e a realidade dos autos escancara a gravidade de um caso que segue sob o olhar atento das autoridades policiais do Estado.