O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) aparece bem posicionado nas pesquisas iniciais para a reeleição ao Senado em 2026, mas sua campanha já se desenha como um exercício de solidão política. Ele terá acesso ao fundo eleitoral para gastar sozinho, mas sem o apoio de candidatos a deputado federal ou estadual para impulsionar sua visibilidade — um vazio que ele mesmo ajudou a criar.
Na eleição municipal de 2024, Nelsinho barrou várias candidaturas internas do PSD, incluindo em Campo Grande, onde o deputado Pedrossian Neto tinha interesse em disputar a prefeitura. Em São Gabriel do Oeste, uma disputa judicial com filiados o obrigou a recuar, mas o dano já estava feito. Hoje, o PSD-MS não tem chapa para deputados federais nem estaduais, e o único deputado do partido, Pedrossian Neto, já caminha para outra sigla, provavelmente o Republicanos.
O senador colhe agora os frutos nada doces dessa desconstrução partidária que ele próprio promoveu. Sem estrutura de apoio na base, Nelsinho enfrenta um cenário de isolamento crescente dentro da própria legenda.
E não se pode esquecer o passado recente que pesa nessa história: em 2022, Nelsinho cometeu uma traição eleitoral clara ao virar as costas para os irmãos Fábio e Marquinhos Trad, criticando publicamente Fábio por sua filiação ao PT e se alinhando contra o projeto familiar. Achou que a jogada renderia dividendos políticos duradouros. Quatro anos depois, não sobrou quase nada: nem aliados fiéis, nem estrutura partidária forte, nem o prestígio de outrora. Virou "o betinha” da política sul-mato-grossense — aquele que traiu o próprio sangue por um crush passageiro e acabou "ghosteado".
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