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Ana Portela cala vereador petista e quebra narrativa da esquerda: ‘Sou casada com mulher há 11 anos, e Bolsonaro sabe com quem eu vivo

Ana Portela cala vereador petista e quebra narrativa da esquerda: ‘Sou casada com mulher há 11 anos, e Bolsonaro sabe com quem eu vivo

09/07/2025 10h12 Atualizada há 8 meses
Por: politicavoz
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A esquerda tentou lacrar, mas quem brilhou foi a direita com coragem e autenticidade. Durante uma discussão sobre políticas públicas para pessoas trans nesta terça-feira (8), a vereadora Ana Portela (PL), única mulher eleita da direita em Campo Grande e aliada do presidente Jair Bolsonaro, deu uma verdadeira invertida no vereador Jean Ferreira (PT), que tentou jogar a velha cartada da militância identitária contra a bancada conservadora.

Ao ser acusada indiretamente de preconceito durante o debate sobre uma cartilha voltada a homens trans que desejam engravidar, Ana Portela foi direta e destruiu o discurso vitimista da esquerda em pleno plenário:

“Sou casada há 11 anos com a Larissa e eu não sou preconceituosa. Não preciso usar essas pessoas como massa de manobra”, disse Ana.

Portela ainda fez questão de expor a hipocrisia de quem tenta dividir a sociedade em castas ideológicas:

“Antes de ser casada com a Larissa, eu sou Ana Portela, sou filha, tenho pai e mãe, e não sou minoria. Não é nós contra eles”, completou, criticando a tentativa da esquerda de transformar identidade em arma política.

Jean Ferreira, militante de carteirinha do PT, ficou sem reação diante da fala firme da vereadora bolsonarista, que acabou revelando, pela primeira vez em plenário, sua relação homoafetiva de mais de uma década — sem nunca ter usado isso como propaganda eleitoral.

A cartilha “Cuidando com Respeito - Gestação de Homens Trans e Transmasculines”, motivo do debate, foi usada como pretexto para mais uma tentativa da esquerda de colar rótulos nos conservadores. Mas Ana Portela desarmou a armadilha com serenidade e fatos.

“Precisa acabar com esse paradigma de que a direita é preconceituosa. Eu fui a única candidata do presidente Bolsonaro aqui em Campo Grande, e ele sabe com quem eu vivo. Eu nunca escondi isso”, declarou Ana após a sessão.

Mesmo sendo a primeira mulher da legislatura a assumir publicamente sua orientação sexual, Ana deixou claro que jamais usou sua vida pessoal como vitrine política:

“Nunca usei isso como bandeira, nem como massa de manobra. Antes de qualquer coisa, eu sou a Ana Portela, com pai, mãe, formação, e nunca me considerei inferior por ser casada com uma pessoa do mesmo sexo”, afirmou com firmeza.

E quando questionada se iria usar a pauta LGBTQIA+ na campanha de reeleição, a resposta foi outra lição para os militantes identitários:

“Não. Eu vou estar focada em projetos para melhorar a vida da população como um todo. Não existe isso de dividir entre branco, negro, gay. Eu não participo de movimento separatista. Sou igual a qualquer outra pessoa.”

Com exclusividade, o Política Voz conversou com Tavares e Salineiro

Procurados pela nossa reportagem para saber o posicionamento dos colegas de bancada da vereadora Ana Portela, veja como cada um se posicionou sobre o ataque do vereador petista:

"A esquerda usa o movimento LGBT para se promover na política. Ana foi eleita sem precisar desse discurso vitimista. Para nós da direita, a opção sexual é irrelevante, o que importa é competência e caráter", comentou o vereador Rafael Tavares (PL).

"Infelizmente o PT insiste na narrativa de que a direita é contra homossexuais ou minorias, o que não é verdade. Somos contra militâncias de esquerda que se apoiam em minorias para travarem uma luta que nem mesmo os grupos atingidos querem. A Ana é uma excelente profissional e demonstrou ter personalidade, coragem e indignação contra essa esquerda nefasta", declarou o vereador André Salineiro (PL).

Enquanto o petista Jean tenta lacrar com ideologia, Ana Portela mostra que é possível defender valores, respeitar o próximo e, ainda assim, manter a coerência com os princípios conservadores. Sem vitimismo, sem bandeiras, sem hipocrisia.