A Expogrande 2025 ainda nem esquentou os motores e já virou palco de polêmica. A reportagem do Política Voz esteve presente na abertura da maior feira agropecuária de Mato Grosso do Sul e confirmou: a organização da Acrisul está impecável. A feira agro, como sempre, mostra a força do setor, com estandes bem estruturados, exposição de animais e um clima típico da tradição sul-mato-grossense. Mas o que deveria ser uma festa completa tem sido ofuscado pela insatisfação popular com a parte de entretenimento — e o alvo da revolta tem nome: Eduardo Maluf e sua empresa, a Duts Entretenimento.
Sob o comando de Maluf, a parte dos shows da Expogrande virou motivo de indignação generalizada. Conversando com frequentadores da feira, o descontentamento é unânime. Em tom de revolta, uma frase se repete entre os visitantes: “O gordinho da Duts é o garoto excluído da escola, agora quer se vingar de Campo Grande”. O comentário, que circula em rodas de conversa e até nas redes sociais, retrata o sentimento de abandono e frustração do público com a condução dos shows.
Mas não para por aí. O valor dos ingressos foi outro escândalo. “Abusivo” é pouco. Famílias que tradicionalmente frequentam o evento foram impedidas de entrar nos shows por conta dos preços exorbitantes. E quando conseguem pagar, se deparam com um atendimento desastroso. A empresa terceirizada pela Duts, a Black Tag, tem sido alvo de denúncias constantes por destratar o público, com relatos de grosseria, desorganização e desrespeito.
O reflexo? Público escasso, energia apática e um público decepcionado. O que deveria ser um show de cultura e entretenimento virou um retrato de desrespeito. “É uma vergonha. A Expogrande é do povo, não de uma panelinha elitizada que só quer lucrar às custas da gente”, desabafou um frequentador.
Muitos já afirmam que, este ano, a verdadeira diversão está fora da arena dos shows — e que, diante do que está sendo entregue, pagar ingresso se tornou um gasto desnecessário e injustificável.
A pressão cresce para que a Acrisul reveja, urgentemente, quem deve comandar os shows nos próximos anos. O que está em jogo não é apenas o sucesso de uma feira, mas o respeito ao povo campograndense que faz dessa festa um patrimônio da cidade. Se a Expogrande quiser manter seu brilho, precisa cortar o mal pela raiz — e a raiz, segundo a voz das ruas, tem nome e sobrenome.