Pesquisa aponta alta na desaprovação do Governo Lula e revela alerta para o Planalto

A desaprovação do governo do presidente Lula alcançou 56%, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O levantamento mostra um crescimento de sete pontos percentuais na avaliação negativa da gestão petista em relação à pesquisa anterior, realizada em janeiro deste ano.

Na ocasião, 49% dos entrevistados desaprovavam o governo, enquanto 47% o aprovavam. Agora, a aprovação caiu para 41%, enquanto os que não souberam ou não responderam somaram 3%. O cenário aponta que, a cada dez brasileiros, apenas quatro consideram a gestão positiva.

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de março, ouvindo 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Desgaste em grupos estratégicos

Os dados revelam um desgaste significativo da imagem do presidente em segmentos que historicamente compõem sua base de apoio. Segundo o levantamento, Lula passou a ser mais reprovado do que aprovado entre mulheres e pardos. Além disso, a aprovação está em empate técnico entre eleitores de baixa renda, católicos e moradores do Nordeste, região que tradicionalmente garante votações expressivas para o PT.

Outro ponto de atenção é a crescente insatisfação entre aqueles que votaram em Lula em 2022. O crescimento da desaprovação dentro do próprio eleitorado acende um alerta para o Palácio do Planalto, que precisará reverter essa tendência antes das eleições municipais de 2024.

Reflexos políticos

O aumento na rejeição ao governo pode ter reflexos diretos nas eleições municipais deste ano. O PT e partidos aliados precisarão avaliar estratégias para evitar que a queda na popularidade do presidente prejudique candidaturas alinhadas ao governo federal.

Para conter o desgaste, Lula e sua equipe devem intensificar a comunicação com setores que demonstram insatisfação e acelerar a entrega de políticas públicas que possam reverter a percepção negativa. Resta saber se o governo conseguirá reagir a tempo de evitar um impacto ainda maior no cenário político nacional.

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