A prefeitura de Corguinho virou um verdadeiro negócio de família! O prefeito da cidade, Márcio Novaes Pereira, o Barrinha (MDB), de 46 anos, está no centro de um escândalo de nepotismo que escancara o abuso do poder público para beneficiar parentes. A situação é tão grave que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) já abriu investigações para apurar o esquema.
A denúncia que revoltou a população de Corguinho, município de pouco mais de 6,5 mil habitantes a 100 km de Campo Grande, envolve a nomeação da própria sobrinha para um dos cargos mais estratégicos da prefeitura. Paula Gabriela Rocha Pereira de Sena, filha de Paulo Pereira, irmão de Barrinha, foi escolhida para comandar a Secretaria Municipal da Administração, acumulando poder e influência dentro da gestão do tio.
A prática, conhecida como nepotismo, é ilegal e fere princípios básicos da administração pública, como moralidade e impessoalidade, conforme estabelece a Constituição Federal e é reforçado pela Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas Barrinha parece ignorar a lei e transformar a máquina pública em uma extensão da sua família.
Esquema do nepotismo: esposa também ganha cargo de alto escalão
E a farra dos cargos públicos não para por aí. Além de beneficiar a sobrinha, Barrinha também garantiu um cargo para a própria esposa, Glaucy Klener Novaes. A primeira-dama foi nomeada para comandar o Departamento de Administração da prefeitura, concentrando ainda mais poder dentro do governo municipal. A situação é tão escandalosa que o MPMS já instaurou um inquérito para investigar se o prefeito está utilizando a estrutura da prefeitura para empregar seus parentes, burlando os princípios da legalidade e da impessoalidade.
A Controladoria-Geral da União (CGU) é categórica ao afirmar que nepotismo é uma forma de corrupção administrativa e pode configurar ato de improbidade. Desde 2010, a nomeação de parentes para cargos públicos de chefia é expressamente proibida. No entanto, Barrinha parece acreditar estar acima da lei.
População indignada e autoridades em alerta
Os moradores de Corguinho estão revoltados com o que chamam de “feudo” instaurado na prefeitura. “Aqui tudo fica em família. Enquanto a população sofre com problemas básicos, os cargos de confiança são entregues como prêmio para os parentes do prefeito. Isso é um absurdo!”, disse um morador que prefere não se identificar.
Além da pressão popular, o caso pode resultar em sanções severas para Barrinha. Se condenado por improbidade administrativa, o prefeito pode perder o cargo, pagar multas milionárias e até ficar inelegível por anos.
A pergunta que fica é: até quando Corguinho será palco desse escândalo de nepotismo? O Ministério Público seguirá com as investigações, e a população exige respostas. O que parece certo é que Barrinha transformou a prefeitura em uma empresa familiar – e isso pode custar caro para sua carreira política.