Golpe à vista? Ataques contra Adriane Lopes podem ser estratégia para tirá-la do cargo a qualquer custo

O passado político de Campo Grande pode estar se repetindo. Em 2014, o prefeito Alcides Bernal (PP) teve seu mandato cassado em meio a uma série de articulações obscuras que, anos depois, foi inocentado, comprovando que tudo não passava de um golpe político. Agora, a história parece se repetir com Adriane Lopes, também do PP, que vem enfrentando ataques coordenados e uma tentativa crescente de desestabilização de sua gestão. Estranhamente, parece que parte do mesmo grupo que tramou contra Bernal pode estar por trás desses ataques contra Adriane.

Não é segredo que a força política de Adriane incomodou diversos grupos, principalmente após o apoio decisivo de Tereza Cristina, uma das lideranças mais influentes do estado. A ex-ministra peitou grupos tradicionais da política sul-mato-grossense para apoiar o projeto de Adriane Lopes, o que desagradou a muitos.

Nos últimos dias, os ataques contra a gestão municipal se intensificaram, sendo o caos na Santa Casa um dos principais alvos. O que não está sendo esclarecido é que o rombo financeiro do maior hospital da cidade, que hoje atinge R$ 432 milhões anuais, tem raízes na gestão de Marcos Trad. Desde 2019, a prefeitura deixou de reajustar os contratos com a instituição, gerando um colapso no atendimento. Agora, os problemas herdados pela atual gestão estão sendo usados como munição política.

Paralelamente, começaram a circular no WhatsApp decisões do Ministério Público Federal, amplamente divulgadas por jornais conhecidos por atacarem sistematicamente a prefeita. Importante lembrar que Adriane Lopes já venceu em primeira instância e, ao que tudo indica, deve sair vitoriosa novamente.

Nos bastidores, há indícios de que o modus operandi utilizado contra Bernal em 2014 está sendo replicado. Estranhamente, influenciadores digitais da capital intensificaram ataques contra Adriane, buscando manipular a opinião pública. Um dos mais ativos é um influenciador conhecido como Dumatu, que diariamente dispara críticas contra a gestão municipal, sempre com um discurso raso e ofensivo.

Não são apenas influenciadores. Comunicadores também passaram a se posicionar contra Adriane de forma escancarada. Além disso, uma influenciadora tentou responsabilizar a gestão municipal pelos estragos causados pelas fortes chuvas que castigaram Campo Grande, ignorando que se trata de um fenômeno natural.

Agora, a oposição deu mais um passo em sua tentativa de desgastar a imagem da prefeita: organizou um evento contra Adriane Lopes no próximo sábado (5) em Campo Grande. Mas quem está financiando esses ataques? Logo nos grupos de WhatsApp, um velho conhecido da nossa reportagem apareceu compartilhando massivamente as mensagens contra a prefeita: Robson Maniero. Maniero é ligado a uma candidata que perdeu a eleição para Adriane e, agora, parece atuar como peça-chave na estratégia de desestabilização da atual gestão.

Diante desse cenário, fica a pergunta: estarão os mesmos grupos que estiveram envolvidos em escândalos como a Lama Asfáltica e o famoso “cafézinho” tramando contra a atual prefeita? E até onde esses ataques têm como objetivo apenas desestabilizar a gestão e não, de fato, buscar melhorias para a cidade?

A história de Campo Grande já mostrou que golpes políticos podem ser disfarçados de “denúncias” e “críticas”. Cabe agora à população e às autoridades ficarem atentas para que o passado não se repita.

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