O empresário Tony Ueno, dono do Instituto Ranking, parece ter encontrado uma nova obsessão: atacar a gestão da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. Após uma sucessão de erros grotescos em suas pesquisas eleitorais, Ueno agora divulga um levantamento no mínimo questionável, apontando uma suposta insatisfação de 70% da população com a administração municipal. Mas, diante do histórico do instituto, a pergunta que fica é: quem ainda acredita nos números da Ranking?
O instituto de Ueno já protagonizou verdadeiros escândalos estatísticos em diversas eleições. Em 2022, errou feio ao prever que Capitão Contar (PRTB) ficaria fora do segundo turno para o governo do Estado. O resultado nas urnas? Contar liderou a primeira etapa da disputa. Em 2024, a tragédia se repetiu em várias cidades: em Amambai, a Ranking garantia a vitória de Janete Córdoba (PSDB), que acabou derrotada; em Sidrolândia, projetava uma reeleição tranquila para Vanda Camilo (PP), que foi massacrada nas urnas por Rodrigo Basso (PL).
Mas o maior fiasco veio na capital em 2024. Durante o segundo turno, o instituto insistia que Rose Modesto (UB) venceria Adriane Lopes (PP) com ampla vantagem. O erro foi tão grotesco que a Ranking chegou a cravar, em uma rádio, a vitória de Modesto com base na pesquisa de boca de urna. O resultado? Uma virada humilhante nas urnas, com Adriane Lopes eleita prefeita.
Agora, em mais uma tentativa desesperada de recuperar credibilidade, Ueno volta à carga contra Adriane, divulgando uma pesquisa feita com míseras mil pessoas e tentando vender a ideia de um governo rejeitado. Mas a pergunta que todos deveriam fazer é: será que a Ranking ainda tem alguma credibilidade para medir qualquer coisa? O histórico responde por si só.